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Minha hora

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Procura estágio,  manda currículo, faz entrevista e começa a sonhar. Desde meu ultimo CV  descartado vi que uma cidade de 180.000 habitantes não consegue suportar um coração tão grande como o meu.
Tenho sede de praticar, de botar a minha cara a tapa e ver como vai ser. De acordar de manhã  e ir trabalhar com aquele sorriso no rosto e certeza de que acertei na escolha.

Numa cidade em que o Q.I (quem indica) muitas vezes supera um bom currículo, tenho que me desdobrar entre o tédio e a vontade de jogar tudo pro alto e querer voltar pra capital. Amo minha cidade e o tempinho nem muito quente nem muito frio que ele faz durante o dia, amo poder andar pra tudo que é lugar sem depender de transito e nem me preocupar se vou demorar muito para chegar a pé, gosto de esbarrar com conhecidos numa simples ida ao mercado e gostaria ainda mais de não precisar sair daqui.

Acontece que ainda tenho 3 anos de faculdade pela frente e terei ,como a maioria das pessoas,  que juntar dinheiro e me estabilizar financeiramente pra poder  andar sobre meus próprios pés numa cidade totalmente diferente.

Acredito que tanto eu quanto os outros no auge do seus 20 anos, com a confiança e a determinação a mil, queremos mostrar logo pra que viemos ao mundo e nos destacar no meio da multidão. Um novo tipo de “olha pra mim, estou aqui preparados pra tudo” e quando não podemos mostrar isso por falta de recurso ou oportunidade a mente vai ficando cada vez mais dura, entrando numa zona de conforto em que nos acostumamos com o pouco, com o arroz e feijão que estão nos dando e  esquecendo da sobremesa, a parte mais gostosa e esperada da nossa fatia do bolo.

A esperança (d)e nós

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O tempo que fico na internet divido entre fazer trabalho da faculdade, ver as novidades nas redes sociais, matar saudade dos meus amigos distantes por MSN e ler blogs. Entre um site e outro encontrei sem querer esse texto de um jornalista chamado Ruleandson do Carmo que me deixou meio sem ar e me fez pensar “eu já passei por isso”.

Esperança. Esperança mais do que amor. Não era paixão, ainda não era um desejo incontrolável, estava longe de ser qualquer tipo de “amor da minha vida”. O que eu sentia por você era esperança. O que você significava para mim era a esperança de felicidade, felicidade eterna, momentânea, não importa, você era a minha esperança, uma promessa daquelas que a gente mesmo se promete e não conta para ninguém, mas ainda não era amor. O problema (é um problema?) é que eu sou intenso. Você vai achar que eu faço drama, mas drama é fingir que sente o que não sente e eu não, eu sinto mesmo. Sou tão intenso que mesmo que eu sinta só esperança eu vou sentir tanto que você vai achar que eu te amo, mesmo sem a gente nem se conhecer direito. Mas sentir hoje em dia é perigoso. Em um mundo e em um tempo no qual a sensação basta, o sentimento afasta. Só que depois que você tem seu coração partido uma vez e aprende que ele continua batendo, não existe mais medo de amar. Pode até haver um medo de ser amado, mas de amar não: amar é nosso, ser amado é do outro, e só nos compete o que é nosso. Então eu sentia por você só uma vontade de que não fosse só hoje, de que tivesse um amanhã, de que pudesse ficar uma hora a mais além do planejado, de que pudesse sobrar algum espaço na agenda para me encaixar. E eu sentia sobretudo vontade de te ver feliz, com aquela esperança, silenciada em meus sorrisos, de que eu pudesse fazer parte. É isso, eu sentia esperança por você e eu queria fazer parte, não sei do quê, não sei se da sua vida ou se pensava em uma vida nossa, mas eu queria fazer parte. Sei que nem te beijei, mas eu tenho essa capacidade de sentir esperança por quem me encanta. Você me encanta, me dá vontade de abraçar, de ter por perto, de tocar, de ser feliz. Me aperta o desejo de guardar no bolso sua foto, como um mapa de um lugar para o qual eu posso fugir quando tudo der errado (e quando tudo der certo também). Eu gosto de você, mas eu não queria te namorar, não ainda, não agora, não sei se sempre, nem se talvez nunca. Eu queria que continuasse, só que sem fazer de você uma única chance de ser feliz, a esperança era de ser mais feliz por você estar aqui também, não só por você. É esperança, é te querer, mas sem desespero. Desespero no amor é isso, desesperar, deixar de esperar por quem vale a pena, quando vale a pena. Parece que eu te afastei, mas a esperança continua. A esperança ficou e a pergunta também: quanto o mundo ficou mais triste desde que deixamos de ser felizes juntos? Quanto futuro feliz se perdendo em passado durante um presente que não se consegue mudar. Então agora eu já sei o que responder quando perguntarem: “é amor ou amizade?”, vou dizer “é esperança”. E eu espero com a certeza de que esperançar parece às vezes tão mais livre, bonito e completo do que amar.

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A velhinha e suas velas

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Poderia ser numa igrejinha do interior ou numa basílica enorme. Qualquer templo ou catedral há crianças, adultos e velhos, velhos animados que cantam ou velhas tristes que choram. Assim começo minha história numa terça-feira nublada de abril.
Às 15h01, nem um minuto a mais ou a menos, entrei numa igreja que não conhecia. Às 15h12, depois de olhar todos os quadros da parede, reparar no carpete e no teto pintado, me sentei perto de uma velhinha. Não havia ninguém mais além de nós.
Um tempo se passou, exatamente 3 minutos. A velhinha se levantou, pegou algumas moedas, colocou numa caixinha, apertou um botão. As luzes das velas artificiais se acenderam e ela voltou a se sentar. A  cada 3 minutos a senhorinha repetia a ação, nem um minuto a mais ou a menos. Quando as luzes se apagavam, ela colocava mais moedas na caixa, sentava-se e orava. . Foi assim durante todo o tempo que estive lá e foi assim todas as vezes que entrei  às 15h01 na igreja e sentei ao seu lado as 15h12.
Com o tempo percebi que ela sempre tirava moedas iguais, sempre do mesmo bolso do mesmo vestido azul da cor do céu.
Não tenho noção do por quê ela fazia aquilo e também fiquei com medo de perguntar, mas uma coisa tenho certeza, que velhinha metódica, hein !

Bem me quer

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Uma vez ouvi alguém dizer que solteiros são pessoas a procura de um par. Eu concordo!
Por mim agora estaria deitada na cama falando besteiras, ouvindo musica e dando gargalhadas com o amor  da minha vida. Por mim estaria andando na beira da praia e olhando para o céu azul de final de verão ou no cinema assistindo um filme bobo.
Eu seria feliz, não estou querendo dizer que não sou, mas eu seria feliz de uma forma diferente, talvez mais feliz e completa.

Não acredito em pessoas que vivem anos sozinhas e se defendem dizendo que não precisam de ninguém, eu não consigo entendê-las.
Eu preciso sempre de alguém, preciso daquele abraço de bom dia, do beijo no final da tarde, da ligação surpresa e de saber que alguém gosta de mim.

Ah, como é bom ser amada, saber que tem alguém que quando pensa em fazer qualquer coisa você é a primeira que ele lembra. Como é bom saber que o mundo pode acabar amanhã, mas você tem aquela pessoa que vai te querer mesmo assim.
Ter aquela companhia pra fazer as coisas mais legais e chatas e ainda ganhar beijos e amassos no meio disso tudo.

O amor às vezes dói, às vezes machuca, mas é lindo. O amor nos domina, nos faz ficar mais fortes, criam esperanças e borboletas no estomago. Sem ele não haveria o nervosismo do primeiro encontro, coração palpitantes e rostos vermelhos de vergonha.

Os solteiros se dizem felizes, os compromissados se dizem apaixonados, e eu digo que estou a espera. A espera da minha vez de pular pela casa por causa de um telefonema, de pensar em desculpas  pra encontrar alguém, de brincar de bem-me-quer, mal-me-quer  com a margarida e dar positivo.

Não adianta virem com milhões de argumentos contrários ao que eu disse, porque não adianta o que falem, todo solteiro quer um dia se apaixonar.

Bonitinho né? Fiz pra você

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Não será a primeira vez que escrevo sobre você e nem a última. Como uma apaixonada exagerada por todos e tudo também não é novidade eu acabar escrevendo o que não conseguiria te dizer pessoalmente (de novo).
Lamento por tudo que você está passando, eu sei que dói e todo mundo sofre nessas horas e pelo o que conheço você ainda ficará um bom tempo assim, mas ainda te vejo como o Tom de 500 Dias com Ela (aquele Tom do final, ok? rs).
Às vezes eu me pego agradecendo mentalmente as pessoas que são importantes na minha vida, às vezes me pego imaginando o que aprendi com elas,  minha vida sem elas, como será meu futuro com elas. (você não sabia, mas essa é mais uma das minhas manias, prazer).
E quando eu fui pensar em nós e pela primeira vez consegui pensar em como seria com uma porcentagem significativa do que pode acontecer. Lembrei mais das coisas que você me fez mudar do o que fará.
Primeiro queria agradecer por ter aparecido na minha vida assim tão do nada, agora não consigo mais passar por aquele ponto de ônibus sem lembrar e sem ficar rindo a toa (sim, eu faço isso, admito). Por você ter me aguentado em todas as minhas mudanças de humor, eu amadurecendo e me contradizendo a cada mês, como se a cada decisão que eu tomasse eu mudasse junto 2 mundos distantes.
Obrigada pelos seus conselhos sobre amor e sexo, por me mostrar que mesmo eu sendo adulta, ainda tenho muito que aprender sobre a vida e ainda tomarei muito tapa na cara pra isso.  Por me fazer ver que a maioria das minhas lamentações são só dramas e que depois de um tempo tudo voltará ao normal. Por ser tão parecido comigo mesmo assim e termos milhões de coincidências na vida.
Acredito que você nem percebe que faz isso tudo pra mim, talvez você nem perceba o poder que suas palavras têm aos meus ouvidos. Coincidência ou não eu também me importo com o que você pensa de mim e morro de medo de te decepcionar.
Amigos tem dessas coisas né? Mas a gente é diferente, como sempre nunca sei explicar essa diferença, mas  amigos normalmente não se gostam, amigos não dividem confissões como as nossas e como sempre digo, não consigo colocar você na minha friendzone. (quem mandou você ter esses braços rsrs)
O que sinto por você é uma mistura de amizade com amor (não é aquela paixão ardente de casal nem amizade colorida). Com disse, eu não entendo e quem é que entende sempre as emoções?
Eu quero estar ao seu lado, quando você precisar e quando não. Quero que você conte comigo, mesmo que eu não conte com você, quero continuar podendo ter mais gargalhadas e te fazer rir das minhas confusões bobas ao telefone.
Não, eu não preciso ser namorada, peguete, ficante de fim de festa ou amiga colorida, não preciso que você me ame perdidamente e queira fugir comigo pro caribe.  Só quero ser de algum jeito sua, só sua!

Noites

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5 copos de chopps e estamos rindo a toa, verdades jogadas na cara  vão sendo engolidas por mim junto com o Engov.
Onde deixei meu pudor e dignidade? Com certeza em casa. Hoje é dia de subir na mesa, rebolar até o chão, jogar verdade e consequência e desabafar sobre a vida.
Essa semana não foi a das melhores, mas sexta-feira está ai e eu já estou tirando o salto alto que estava esmagando meu pé.
Um beijo roubado, dois, três…. hm, ate que ele era gatinho. Qual é o seu nome mesmo?
“Eu quero tchu, eu quero tcha ” tchutchatcha tchutchutcha é o que eu quero cantar ate o sol raiar.
6 copos, uma tequila, outra ice. Hoje vou dormir  caída no banheiro.
Isso não tá legal, já estou no final da festa, a manha de sábado já tá surgindo. Cadê o meu sapato e o cartão da boate? O taxi está me esperando mais será que o dinheiro vai dar pra pagar.Ufa, cheguei em casa e vou tentar dormir.

ME LARGA, ressaca!

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Acredite, o mundo é perfeito

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Vamos lá, pare tudo que você está fazendo, abaixe a musica que está tocando no seu computador, relaxe, pegue um copo d’água e me acompanhe. Olhe pra seu calendário, volte no tempo, não pra ontem ou semana passada, volte um ano. Sim, exatamente um ano. Tente lembrar-se do que aconteceu com você nesse tempo, o que você fazia a essa hora, o que você pensava:  seus anseios, suas duvidas.  Algo mudou? Você se tornou mais feliz, mais forte, mais determinada ou a única coisa foi o corte de cabelo? Vêm, senta aqui do meu lado porque hoje estou a fim de falar do meu ano. Não, não estou de TPM (não hoje).

Eu tinha acabado de passar pela tragédia da região serrana do Rio, olhar para os morros da cidade mudaram completamente minha visão, perdi conhecidos, aguentei o medo do pior, andei no meio da lama e fiquei com medo de perder a casa. Há um ano eu pensava que a cidade onde sempre vivi nunca mais seria a mesma, que o meu futuro incerto tava mais confuso que antes. Peguei minhas malas, juntei forças e mudei de bairro, casa, cidade e os termômetros passaram a indicar 40º graus na minha rotina.

Eu me dizia que era uma “nova Luiza” cheia de planos, metas, ambições e duvidas, eu queria passar no vestibular, ser caloura da minha melhor amiga na UFF, gritar sou da federal na rua toda pintada de tinta e queria ganhar um concurso de um jornal conhecido.

Mas disso tudo só consegui ficar 4 meses num cursinho, depois de um tempo já estava chorando querendo voltar pra minha antiga casa com saudade da comidinha da mamãe. Sim, sou daquelas fracas, que não conseguem ficar sozinhas por muito tempo e se virando sozinha. Um dia eu me supero, juro, um dia eu consigo sair de casa, mas não em 2011, esse ano eu não estava preparada.

Apesar de tudo, conheci varias pessoas maravilhosas, pessoas passaram pela minha vida tão rapidamente mais inesquecíveis ate hoje. A “nova Luíza” só deu as caras quando voltou pra casa e foi logo pra faculdade (não deu pra gritar: Sou da federal, mas passei a ter gargalhadas e dores no estomago de tanto rir todos os dias).

Há um ano não sabia que iria conhecer gente que mudaria um pouco minha vida num ponto de ônibus, que as amizades mudam de rumo com facilidade, que há paixões que passam num piscar de olhos e que o eterno não é tão eterno assim. Descobri que todo mundo tem o direito de um dia acordar triste e magoada, mas que depois de uma boa noite de sono ou de uma palavra amiga podemos ficar novos em folha.

Há um ano eu não sabia muita coisa que sei hoje, e ano que vem saberei ainda mais. Engraçado como até eu começar a te contar isso eu achava que meu ano tinha sido um lixo, mas que esse ano seria diferente. Como sou tola, cada ano é diferente do outro por si só.

Agora faça essa retrospectiva, veja se o seu ano também foi louco como o meu e antes de reclamar agradeça por ter te marcado e ter te mudado de alguma forma, isso é incrível!

Doses homeopáticas

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Quando tudo que queremos ler é o que nosso coração está tentando nos dizer. 

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